quinta-feira, 1 de abril de 2010
Novo Blog
escrevo.blogs.sapo.pt
Espero por vós.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
domingo, 3 de janeiro de 2010
é tarde, meu amor
estou longe de ti com o tempo, diluíste-te nas veias das marés, na saliva de meu corpo sofrido
agora, tuas máquinas trituraram-me, cospem-me, interrompem o sono
habito longe, no coração vivo das areias, no cuspo límpido dos corais...
a solidão tem dias mais cruéis
tentei ser teu, amar-te e amar o falso ouro...quis ser grande e morrer contigo
enfeitar-me com as tuas luas brancas, pratear a voz em tuas águas de seda...cantar-te os gestos com ternura
mas não
águas, águas inquinadas pulsando dentro do meu corpo, como um peixe ferido, louco
em mim a lama... e o visco inocente dos teus náufragos sem nome-de-rua, nem estátua-de-jardim-público
aceito o desafio do teu desdém
na boca ficou-me um gosto a salmoura e destruição
apenas possuo o corpo magoado destas poucas palavras tristes que te cantam
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Bicarbonato de Soda
Ah, que angústia, que náusea do estômago à alma!
Que amigos que tenho tido!
Que vazias de tudo as cidades que tenho percorrido!
Que esterco metafísico os meus propósitos todos!
Uma angústia,
Uma desconsolação da epiderme da alma,
Um deixar cair os braços ao sol-pôr do esforço...
Renego.
Renego tudo.
Renego mais do que tudo.
Renego a gládio e fim todos os Deuses e a negação deles.
Mas o que é que me falta, que o sinto faltar-me no estômago e na
circulação do sangue?
Que atordoamento vazio me esfalfa no cérebro?
Devo tomar qualquer coisa ou suicidar-me?
Não: vou existir. Arre! Vou existir.
E-xis-tir...
E--xis--tir ...
Meu Deus! Que budismo me esfria no sangue!
Renunciar de portas todas abertas,
Perante a paisagem todas as paisagens,
Sem esperança, em liberdade,
Sem nexo,
Acidente da inconsequência da superfície das coisas,
Monótono mas dorminhoco,
E que brisas quando as portas e as janelas estão todas abertas!
Que verão agradável dos outros!
Dêem-me de beber, que não tenho sede!
Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa
toma estas palavras cheias de medo e surpreende-me
com teu rosto de Modigliani suicidado
tenho uma varanda ampla cheia de malvas
e o marulhar das noites povoadas de peixes voadores
ver-me antes que a bruma contamine os alicerces
as pedras nacaradas deste vulcão a lava do desejo
subindo à boca sulfurosa dos espelhos
antes que desperte em mim o grito
dalguma terna Jeanne Hébuterne a paixão
derrama-se quando tua ausência se prende às veias
prontas a esvaziarem-se do rubro ouro
perco-te no sono das marítimas paisagens
estas feridas de barro e quartzo
os olhos escancarados para a infindável água
com teu sabor de açúcar queimado em redor da noite
sonhar perto do coração que não sabe como tocar-te
Al Berto, in 'Salsugem'
Dá-me para isto.
e se por acaso te toco a memória... amas
ou finges morrer
pressinto o aroma luminoso dos fogos
escuto o rumor da terra molhada
a fala queimada das estrelas
é noite ainda
o corpo ausente instala-se vagarosamente
envelheço com a nómada solidão das aves
já não possuo a brancura oculta das palavras
e nenhum lume irrompe para beberes
Al Berto, in 'Rumor dos Fogos'
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
domingo, 27 de dezembro de 2009
domingo, 20 de dezembro de 2009
Em Homenagem!!!
Não, não é cansaço...
Não, não é cansaço...
É uma quantidade de desilusão
Que se me entranha na espécie de pensar,
É um domingo às avessas
Do sentimento,
Um feriado passado no abismo...
Não, cansaço não é...
É eu estar existindo
E também o mundo,
Com tudo aquilo que contém,
Com tudo aquilo que nele se desdobra
E afinal é a mesma coisa variada em cópias iguais.
Não. Cansaço porquê?
É uma sensação abstracta
Da vida concreta —
Qualquer coisa como um grito
Por dar,
Qualquer coisa como uma angústia
Por sofrer,
Ou por sofrer completamente,
Ou por sofrer como...
Sim, ou por sofrer como...
Isso mesmo, como...
Como quê?...
Se soubesse, não haveria em mim este falso cansaço.
(Ai, cegos que cantam na rua,
Que formidável realejo
Que é a guitarra de um, e a viola do outro, e a voz dela!)
Porque oiço, vejo.
Confesso: é cansaço!...
sábado, 19 de dezembro de 2009
Interminável
Falei a pouco nela, é só a mim que me faz sonhar? Ou há por ai mais alguém com o imaginário em aberto?
Olá!!!!!!!
Mais uma vez deixei-vos abandonados durante alguns meses.
Passaram-se tantas coisas, umas boas outras más e umas assim assim.
Mas apetece-me, tenho uma vontade que me nasce aqui das entranhas, de falar da Cimeira de Copenhaga.
Só me me vem uma palavra ao Cérebro: PARADOXO. Ou mesmo ANTIPODA, só para não me vulgarizar e usar uma palavra do tipo RIDÍCULO ou até mesmo a roçar o circense.
Então andam por este planeta, umas nações chamadas unidas à cerca de vinte anos a realizar cimeiras atrás de cimeiras para no fundo ficar tudo na mesma? É uma realidade dura mas alguém tem de o dizer, num mundo onde se diz tanta barbaridade, onde alguns iluminados destilam cá para fora tanta diarreia verbal que fazem inveja ao esgoto do inferno e não dizem o mais óbvio: ESTÃO-SE A CAGAR PRO PLANETA!!!
O que interessa é a Economia, o sair da crise, olear as engrenagens do Capital para voltarmos todos ao mesmo. Sair da Crise?????? Qual crise, sempre vivemos em Crise, uns anos menos que outros, mas o mundo sempre viveu em Crises.
Por outro lado a Natureza nunca passou por uma tão grande como a que está a atravessar. Será que a Natureza tem preço? Ou prazo de validade? Eu gostava que não tivesse, gostava mesmo.
Quioto: os paises desenvolvidos compram CO2 aos paises em desenvolvimento para poderem emitir mais. Mas o que deveria acontecer seria: países desenvolvidos ajudam países em desenvolvimento a diminuir emissões com a ajuda de nova tecnologia.
No fundo tudo isto se resume a uma história interminável de acasos e casinhos, de crises e descrises, mas que no fundo o poder económico prevalece a cima de todos os poderes e interesses mesmo os mais primários da raça Humana.
sábado, 11 de abril de 2009
Não durmas...
terça-feira, 7 de abril de 2009
Cientista italiano previu terramoto na área de L'Aquila
Giuliani, que baseou a sua previsão nas concentrações de gás radão em torno de áreas com actividade sísmica, foi denunciado à polícia por “espalhar alarme” e foi obrigado a retirar as suas conclusões da internet.
in Público http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1372981
quarta-feira, 1 de abril de 2009
CHE o Argentino e Guerrilha
sexta-feira, 6 de março de 2009
quarta-feira, 4 de março de 2009
At the Devil's Gate!!
Sábado dia 28 lá fui eu para Almada, Encontro sobre Eleições 2009, o dia inteiro. Hora de almoço e no fim deste uma deliciosa mousse, ou então não tão deliciosa como parecia.
Chegado a casa, preparo-me para o programa da noite, "Monólogos das Marijuana", no Fórum Cultural. Divertidíssimo com três excelentes actores, desmistificando o universo da GANZA. eheheh
A saber dois locais aqui da nossa zona Quartier des Palmiers mais conhecido por Bairro das Palmeiras ou Sun City também conhecido por Cidade Sol, o estrangeirismo poderá ser utilizado pelos dealers do momento. Até aqui tudo bem e o regresso a casa foi confortável.
Domingo de manha, alto mal estar, dores de estômago, enjoado e dores de cabeça. Doía-me o corpo todo, só me apetecia dormir. À noite a minha dona leva-me para o hospital, saio de lá já perto da meia-noite mas medicado, pensei que tinha passado.
Segunda de manha parecia que estava tudo bem, tomo o pequeno almoço e vou trabalhar. Pelas 10h umas dores de estômago que mais parecia pedras a cair nele. Mas que dores, mal conseguia conduzir, porra que dores. De tarde já não fui e depois de almoço literalmente me borrei todo.
Nessa tarde e noite foi o pior, diarreia do inferno. Para quem viu um filme chamado Dogma lembra-se de um demónio que todo ele era merda, assustei-me pensei que me ia transformar num.
Ontem finalmente vomitei, acho que ainda a mousse de sábado, mas que fiquei aliviadíssimo lá isso fiquei. Parece que fiquei sem pedras no estômago. UFA!!
Hoje já escrevo, já almocei algo mais consistente porque estive desde domingo praticamente a agua e amanha espero já deitar mãos ao trabalho.

